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Você não melhora a Qualidade dos Dados apenas corrigindo dados!

  • 4 days ago
  • 2 min read
Você não melhora a Qualidade dos Dados apenas corrigindo dados!
Artigo escrito por Breno de Souza

Artigo escrito por Breno de Souza, Analista de Governança de Dados na BLR DATA


Um dos maiores equívocos que observo nas iniciativas de dados é acreditar que a Qualidade de Dados começa quando indicadores como completude, acurácia ou consistência passam a ser monitorados.


Na realidade, quando essas métricas começam a apontar problemas, a causa já ocorreu muito antes.


A Qualidade dos Dados é definida desde sua concepção e deve ser assegurada ao longo de todo o seu ciclo de vida.


Foi justamente essa reflexão que motivou a construção do Diagrama abaixo.


Framework de Qualidade de Dados proposto por Breno de Souza

Ele ilustra como a validação da qualidade deve acompanhar todo o ciclo de vida dos dados, desde o Planejamento e Definição até a Melhoria Contínua, evidenciando que controles de qualidade não são exclusivos apenas à etapa de monitoramento, mas devem estar presentes em cada transição do ciclo de vida dos dados.


Na etapa de Planejamento e Definição, decisões como requisitos de negócio, modelagem de dados, definição de metadados, responsabilidades e critérios de qualidade estabelecem a base para todo o Ciclo de Vida dos Dados.


Durante a Geração dos Dados, entram em cena mecanismos como validação de esquemas, campos obrigatórios, formatos, contratos de dados e demais controles que reduzem a propagação de inconsistências desde a origem.


Na fase de Armazenamento e Integração, processos como transformação, unificação de formatos, reconciliação e monitoramento da atualidade garantem que dados provenientes de diferentes fontes permaneçam confiáveis e consistentes.


Em seguida, na Publicação dos Dados, a preocupação deixa de ser apenas disponibilizar informações e passa a garantir que dashboards, APIs e demais consumidores recebam dados íntegros e aderentes às regras de negócio.


Por fim, a etapa de Melhoria Contínua fecha esse ciclo por meio do monitoramento de indicadores, auditorias, análise de tendências e identificação das causas raízes, retroalimentando todo o processo para que a qualidade seja continuamente aperfeiçoada.


Essa visão está alinhada ao que é defendido pelo DAMA DMBoK V2, pela ISO 8000 e pela ISO/IEC 25012, que tratam a Qualidade de Dados como uma disciplina transversal, diretamente dependente de Arquitetura de Dados, Gestão de Metadados e Governança de Dados.


Por isso, organizações com maior maturidade não se limitam a acompanhar indicadores de qualidade.


Elas incorporam requisitos, controles e responsabilidades desde a origem dos dados. A correção de milhares de registros inválidos pode resolver uma ocorrência operacional, mas não elimina as causas que levaram à sua geração.


Impedir que esses registros sejam criados é uma decisão de arquitetura, processos e governança.


Essa distinção revela o nível de maturidade da organização na gestão e no uso de seus dados.


*Breno de Souza é Analista de Governança de Dados na BLR DATA

 
 
 

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